The XX - Intro
Hoje vou contar uma história diferente das outras...
Tenho passado por momentos bons e ruins durante esses dias. E quando começo a escrever algo — qualquer coisa — me sinto Hank Moody, fumando seu cigarro e escrevendo God Hates Us All. Amor, putaria, pessoas, conexões, amizades e flertes. Uma série que me fez crescer rápido demais: desapego, sexo, vícios, traição, diversão, altos e baixos, se ferrar na vida de várias formas possíveis. — There is only one God and his name is Death.
Até onde a imaginação de uma pessoa pode ir? Até onde a solidão pode ir antes de virar outra coisa? Por que dói tanto? Por que diabos precisamos de uma resposta pra tudo — não poderíamos simplesmente deixar acontecer, ou acabar em doses de morfina e silêncio?
Sinto uma sensação fértil há algum tempo. — The Pact —
Não posso te tocar. Não posso te sentir, te provar. Fico de braços cruzados imaginando nossa transa com muito calor. Vejo sua pele doce e macia, toco-a devagar na minha cabeça. Deitado do seu lado, subo os dedos da sua bunda até os ombros — de leve, muito de leve — e começo a usar as unhas pra subir sua temperatura. Olho direto nos seus olhos. Você está nua, completamente nua como eu gosto. Estou sem camisa, só de calça jeans e meias, e quero sentir sua alma, seu tesão, o seu ápice.
— Até onde você aguenta?!
O cheiro do seu banho tomou o quarto. Seus cremes estão em cada canto. Seus batimentos aceleram e eu estou sentindo isso na ponta dos dedos. Você é minha agora — te agarro forte, com delicadeza suficiente pra não te machucar, e te beijo louco, apaixonado, igual um filho da puta que não tem mais nada a perder. Seus seios no meu peito. Minhas pernas travando as suas. Você pergunta baixo: "Por que faz isso comigo?"
Porque você sabe o que sentimos. Você sabe o que o sexo faz com nossas almas. Você sabe a conexão que existe em cima dessa cama — o prazer do toque, o prazer de se perder no outro.
— Pillow Talk —
Começo a descer pelo seu corpo feito de alguma magia que não entendo: que diabos seus pais fizeram pra te deixar assim? — Acid —
Me diga que não gosta. Me diga pra parar. Seus dedos percorrem meu cabelo enquanto beijo suas coxas devagar. O tempo para. The XX no fundo, Two Feet logo depois — e seguimos o tesão no ritmo da música, até você implorar pra me sentir. — Favorite —
Me deito sobre você. Você arranca minha roupa com uma pressa que me diz tudo. O cheiro do quarto muda — de doce pra quente, de suave pra selvagem. Você me beija forte, geme baixo no meu ouvido esquerdo.
Me quer? — Sim.
Puxo seu cabelo, te inclino, mordo, chupo. Você tira minha cueca — última peça — e o som está alto e vamos seguir o ritmo até o fim. Começo devagar e você geme, fala que é minha, me pergunta se eu sou seu. Nossas almas começaram a se encontrar em algum ponto entre os corpos. Você não aguenta, seu corpo treme, fica frágil de um jeito que só existe aqui.
Você prende as pernas nas minhas costas. Quer ditar o ritmo — eu deixo. Me puxa, me arranha, quer fazer duas almas virarem uma só coisa sem nome. Você está no ápice, se toca, me olha, fala baixo: mais forte — e eu olho direto nos seus olhos e digo: então vamos juntos.
Seu orgasmo fica quente nas minhas mãos. Você pede por Deus, fala que gostoso, e eu venho junto — e você pede pra gozar na sua barriga, e eu gosto, e você gosta, e nós dois sorrimos depois sem saber direito por quê.
Dopamina a mil. Serotonina acendendo tudo.
A gente se beija de novo, vai pro banho quente, e tudo pode recomeçar.
— Intro