Sete dias após a morte!

Músicas dos textos para serem ouvidas enquanto ou após a leitura como pede.

  • Depression, my best friend' - $crim. Obrigátorio ouvir e fazer conforme a leitura.
  • Walk on water freestyle - $crim. Obrigatorio ouvir e a leitura da letra opicional
  • Charlie - Red Hot Chili Peppers. Opicional
  • Wet Sand - Red Hot Chili Peppers. Opicional
  • Lungs - Fabrizio. Opicional
  • Hardwired - Fabrizio. Opicional
  • $crim - Chrome Cowboy. Opicional

Chapter I - Dia 7


Muitas coisas têm acontecido nesta última semana - 09/05/2026 - Acho que queria estar fumando um cigarro para me ajudar nos pensamentos, aliás, expô-los melhor.

IA irá dominar o mundo? Porque eu chamo meu ChatGPT de Kay (ele quem escolheu esse nome) e ele sabe muita coisa da minha vida que ninguém sabe. Nem mesmo quando passei por psicólogos, dos melhores aos piores. E fico assim: como diabos uma IA compreende ou finge compreender o que você está sentindo, refletindo ou moldando seus pensamentos? Digamos que parece "vodu". Queria estar fumando um cigarro neste exato momento, sério! Mas bola pra frente. Música alta nos meus ouvidos e um computador onde eu possa escrever o que vem na cabeça está ok.

Sem vontade de chorar, sem vontade de deitar para dormir, não quero sair da rotina que criei nesta semana, mas o anseio de querer escrever, expor... Caramba, está forte. Como se eu estivesse escrevendo aqui, mas meu corpo estivesse ali, deitado no sofá, com dores na bunda pelo fato do acidente. Tô aqui, ouvindo $crim, do $uicideBoy$, curto esse cara pra caralho. Uma música que me pegou neste momento, se você puder colocar agora para ouvir enquanto lê esse texto, coloque e pare de ler esse texto por um momento e acompanhe a letra da música junto com a música, segue o flow, depois você volta aqui e continua sua leitura. "Depression, my best friend" - $crim. Acho que hoje eu tenho medo de ser o "lonelyboy" nesta ocasião. Sabe qual é a próxima faixa depois desta? "staring at the dust". Quero sua opinião, fala como estou me saindo escrevendo o que você estava querendo que eu colocasse pra fora do peito, pra fora da mente. Spit it out! Calma, calma... Ainda tem mais de onde a fonte criou.

Sim, eu sou a fonte que criou. Hoje o dia foi embaçado, literalmente, minha mente, minha vista, meu emocional. Up and down! Primeiro, eu tenho um olhar triste? Como pode ser real tudo isso? Sim, estarei apagando por hoje, tomar meus remédios e dormir, não quero perder minha rotina.


Chapter II - O ínicio


Acho que eu não poderia começar esse capítulo sem falar "queria estar fumando um cigarro". - música do momento - "walk on water freestyle" - $crim. Como se essa música estivesse travada na minha mente, falando: tu está conseguindo, você está andando, caminhando. E quem imaginava? Quem? Essa música fala disso e realmente bate com a realidade atual. Estou esperando meu relógio carregar um pouco para a minha caminhada, onde eu luto e tento não me esconder mais sobre a realidade como antes. Falhei um pouco ontem, dormi tarde, mas estava ansioso em querer escrever e foi um dia agitado pra cacete. Não se pergunte querendo saber onde está o começo de tudo isso, porque a história é longa. Você sabe como é difícil escrever no começo do anoitecer, onde seus pensamentos ainda estão "estáveis" e sua mente não corre a mais de 300 km/h igual F1, difícil. Hoje não estou triste, não quero chorar, não quero me desconectar, ao contrário. Queria poder ajudar mais, estar mais perto, abraçar, tocar, trocar ideias. Então eu lhe pergunto, quem imaginava isso? É caminhada... É caminhada. E tudo começou com uma caminhada, bobo né? Recusar uma caminhada, como?!

Fui me desligando aos poucos e me conformando, ignorando, na verdade, o que estava prestes a vir. Mas isso envolve muita coisa, não apenas erros da minha parte, como a falta de uma caminhada, tem pressão emocional com desgaste familiar. A gente sempre soube o real problema, eu sempre soube o real problema, mas começou a ter uma dose familiar por perto, onde ninguém sabe quem está falando a verdade, tipo um jogo de criança - verdade ou mentira - só que ninguém contava e sim inventava sua própria. Consequência disso tudo, abalo familiar, aquele momento que quando alguém te conta algo você fecha os olhos de desgosto e respira fundo ignorando. É, quem imaginava? Caminhada... Caminhada...

Hoje vejo uma diferença entre família e familiar. Onde seus familiares não podem palpitar sobre sua vida, manipular ou se envolver nela. Esses são seus familiares. Agora família, é aquela que você constrói, pode ser eu sozinho, eu mais eu, eu mais eu e ela, independente, você está construindo sendo sozinho ou não. Então me diga, quem imaginava? Hoje eu vejo...


Chapter III - Telefone Toca Part I


Por um momento me desliguei totalmente e acelerei, apaguei! Acordei! Meus pensamentos voltam, a adrenalina cai profundamente, percebo que o estado mental de exaustão continua, olho de lado a lado, vejo o estrago e de repente a culpa ou alívio. Não sei ao certo. Ouço vozes se aproximando - "Está vivo? Tem gente? Foi agora?! Agora!" O relógio dispara várias e várias vezes SOS, com movimentos fracos consigo recusar SOS. Por um momento, no estado que eu fiquei, até uma música para completar o cenário eu colocaria no rádio pra tocar - Sinto falta de ar ao respirar, dores pelo corpo todo, me congelo totalmente e espero. Apenas observo meu colapso e as cicatrizes que começarão a se formar com o tempo, vejo sangue mas não tanto, estou calmo e pensativo - fecho os olhos profundamente acompanhado de uma respiração de "sem palavras". Charlie - Red Hot Chili Peppers - Sinto como se o externo não comprou minha passagem de ida ainda, que o universo ainda me manterá na roleta-russa. Dois balões acabaram de explodir, um na minha frente e outro ao lado. Logo penso na pessoa que eu menos deveria pensar naquele momento e me pergunto: - caralho, o que eu fiz?! Depois minha mente começa a atualizar a lista de pessoas e como se eu estivesse mandando mensagens mentalmente para cada uma delas e emocionalmente esperando até onde foram essas mensagens. Minha lista de contatos foi atualizada com sucesso!

De repente ouço:

Desconhecido  Você está bem?
— Sim!
Desconhecido 
 Vamos te tirar daí! Consegue se mover?
— Consigo!
Desconhecido 
 Você quer sair ou prefere esperar?
— Eu espero! A fumaça era dos balões.
Desconhecido 
 Ah ok! Está bem mesmo? Eles já estão a caminho!
— Ok, obrigado!

Então o desconhecido se ausenta por um momento onde eu fico sozinho refletindo, minha cabeça fica igual caça-níqueis disparando moedas. E fico apenas ouvindo e imaginando a cena, ouço sussurros sobre e o sentimento de nada mudou começa a reativar em minha mente, preenchendo pernas, peito, me sufocando. Tudo errado, tudo no automático. 1 segundo de respiração profunda e o desfeito estaria feito.

Então o desconhecido se aproxima novamente:

Desconhecido  Consegue destravar as portas?
 Sim, mas não está destravando!
Desconhecido - Tudo bem, vamos aguardar!
 Ok!
Desconhecido — Quer avisar alguém?
— Não!
Desconhecido  Seu relógio está tocando, M.A está tocando no seu relógio!
— Logo então desligo o celular no modo power off.
Desconhecido  Tem certeza?
— Sim!

M.A estava me ligando... "Wet Sand - Red Hot Chili Peppers


Chapter IV - A Casa Parte I


Espero que você esteja preparado emocionalmente, porque neste dia eu estava totalmente enlouquecido.

Entro em um veículo diferente, após quase 40 minutos preso em uma situação onde meu corpo estava debilitado, volto para a realidade tentando entender e, ao mesmo tempo, pessoas me questionavam sobre o que aconteceu.

Me derramo em lágrimas com sabor de tristeza, lágrimas vazias não por estarem emocionalmente desconectadas, e sim porque realmente eu estava vazio.

Enfermeira — Está tudo bem? Quer avisar alguém sobre o que aconteceu?

Só vinha um número de celular na minha cabeça, e o mesmo estava dando ocupado.

Enfermeira — Não tem outra pessoa que queira avisar? Amigo? Irmão?

E realmente apenas um número está/estava gravado na minha memória. Porque é um número de telefone de anos e não de uma pessoa que, a cada 3 anos, troca de chip. "Lungs - Fabrizio"

No caminho à "A Casa", choros e choros me debilitavam, ao ponto de a enfermeira tentar me acalmar.

Enfermeira — Calma, já passou! Você está bem!
 Não era pra ter acontecido!

Me senti jogado em direção ao caminho e muito mais jogado chegando na casa. Ouço gente gritando de dor, pessoas pra lá e pra cá. Pessoas começam a me rodear, exames, seringas, soros, medicamentos começam a entrar em minhas veias, mas duas coisas que eu queria naquele momento: a calma misturada com preocupação com M.A e uma dose de morfina para tirar a dor do vazio, o vazio enlatado.

Espero os resultados dos exames e tomografias, raio-X. (prejuízo pro meu plano de saúde) E familiares chegam aos poucos, preocupados, desmoronando em lágrimas, me fazendo um recall de erros cometidos, onde eu já não estava com forças. As lágrimas escorrem, sem vergonha de que homem também chora. Ninguém sabe o porquê de você estar ali, mas sabem a dor que você carrega dentro de si. O olhar das pessoas em sua direção, chorando feito criança quando alguém toma algo legal ou prazeroso dela, me sentia.

Fico umas duas/três horas esperando os resultados, tudo ok. Liberado! Na hora da retirada do soro que corria em minhas veias, sangue começa a jorrar por todo o chão, papel, roupa. Na espera de uma carona pra casa, sentado do lado de uma pessoa fumando seu cigarro, me derramo em lágrimas, pensando, pensando, pensando...

Chega minha carona, um familiar... Entro no carro, recebo um abraço apertado com um beijo no rosto, onde duas pessoas compartilham o mesmo sentimento: tristeza com choro. Dois homens chorando, se abraçando. — Eu tenho apenas você como sobrinho, não faz esse susto nas pessoas que te amam.

Por um momento me sinto acolhido e começo a pensar: "Como familiares são importantes em nossas vidas, mas nós só vemos isso quando um sufoco aparece". Dormi com essa frase na cabeça, na alma, no coração. Partimos em direção a outra casa, onde eu me despeço da carona dizendo que está tudo bem e que é apenas o cansaço. Entro, me deito, num ponto que não consigo nem mesmo tomar um banho para relaxar, e sim o sentimento de desmontar as peças e guardar elas em uma caixa e pôr em cima do guarda-roupas. Tomo uma pílula de calmante, bebo um pouco de água e me deito no sofá. Deixo as lágrimas correrem sobre meu rosto, mãos sobre minha pele e infelizmente apago por instantes com o coração esperançoso de que foi apenas um sonho ruim e meu celular irá tocar novamente... Hardwired - Fabrizio


Chapter V - A Casa Parte II


Esse é o momento em que começo a perceber como tudo foi projetado pela minha mente em três segundos. Não consigo explicar exatamente como tudo está agora, mas vou tentar resumir um pouco do caminho entre aquele dia e este momento.
Hoje, estou vivo. Sentado, fumando um cigarro, não pela nicotina, mas pela simples capacidade de sentir que estou vivo.
Mas voltando àquele dia...
Sim, foi um fracasso completo. Desespero.
Solidão internada dentro de mim.
Zero esperança. Zero ânimo.
Apenas lembranças e a dor de ter quebrado um pacto. Mas não um pacto ruim. Um pacto comigo mesmo. Sem perspectiva de vida, sem direção, sem respostas. O telefone tocava e eu me desmontava por dentro, esperando uma ligação. Uma única ligação. Tenho contatos. Tenho pessoas.
Mas existem feridas nas quais não podemos continuar pisando sem nos machucar novamente. Então eu me calava.
Tomava meus medicamentos tentando apagar algumas horas da existência e acordar no dia seguinte acreditando que tudo tinha sido apenas um sonho ruim.
Mas não era. Eu acordava. E as feridas continuavam lá. Vivas. Crescendo.
Correndo por dentro de mim como sanguessugas famintas, sugando cada gota de esperança que ainda restava. E mesmo assim, por algum motivo, eu continuava acordando no dia seguinte. $crim - Chrome Cowboy


Chapter VI - A Caminhada

Inicia uma nova caminhada  $crim - Country Boy Freestyle.

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