1:38pm

Hoje a história será diferente...

Fico pensando nessa casa que eu nem mesmo faço parte dela, não consigo encontrar um canto para me aconchegar. O cigarro está na minha boca e ainda nem acendi, headphones ligado no máximo. — Safetysuite — Stay

— O que eu penso? — Quem sou eu? — Qual é o meu lugar? — Devo ficar e encarar essa jornada ou sair?

Mas se eu sair, vou sair por qual porta? Fundos? Frente? Como é difícil aprender algo novo, viver algo novo.

Se eu colocar tudo o que está passando pela minha cabeça nesta escrita, vira algo sem fim e você não entenderia...

Você esteve caída, tentei te ajudar. Eu estou caindo, você me levanta. Mas ainda fico me perguntando de onde eu tiro essa força para caminhar depois da queda? Não consigo achar graça em jogar algo, assistir um filme, parece tudo tão monótono.

Imaginar é tão perigoso — te leva para o além. E se você não tiver freio suficiente, não para, continua. Não é igual a um sonho, onde você acorda e às vezes lembra e às vezes não. Imaginar te dá vida, esperança, lembranças, curiosidades, sensações que você mesmo não consegue sentir. E tudo que eu imagino, só consigo escrever para te explicar como é imaginar comigo. Fecha os olhos por um momento, imagine um abraço — isso te conforta, não? Agora imagina quebrar isso em pedaços, onde as peças estão espalhadas por todos os cantos deste cômodo. E se? E se? E...?

Se eu ando pelas ruas, eu imagino. Se eu corro, fico sem fôlego. É vazio esse espaço. Não consigo te ler, não consigo me ler, não consigo nem mesmo...

— O quê?

Odeio esse sentimento, mas é gostoso. É inseguro, mas traz conforto. É impaciente, incontrolável — e mesmo assim fico aqui parado com ele, sem saber o que fazer.

Então te convido pra algo simples: vamos dançar essa música que nem mesmo tem ritmo, mas quero estar aquecido do seu lado. Desculpa pisar no seu pé, não sei dançar, estou aprendendo...

Vamos sair por aí, dar uma volta, rir — ou apenas ficar abraçados nessa cama vendo um filme aleatório. Vamos parar o carro em um lugar aleatório e olhar as estrelas. Faz tanto tempo que não vejo uma estrela cadente, nem mesmo consigo observar a luz com clareza.

— Vamos? Sim!

Gosto de sentir frio enquanto ando, porque faz com que meus pensamentos trabalhem mais rápidos, faz com que meu corpo aqueça com o poder de imaginar. Me sinto confortável, mas até quando vou suportar isso?

— Suportarei? Sim! — Quero que fique! Fique!

Cercado de pessoas, mas sozinho por dentro — igual Nutshell. Ninguém sabe até onde vai, só saberão quando estourar.

Então deixo algumas palavras pra mim mesmo: não tenho paciência, mas tenho que aprender a ter. Tenho vontade de você todos os dias, mas preciso me segurar. Tenho vontade de me jogar, mas a vida está me dando escolhas, e estou fazendo as melhores. Então segura essa ansiedade de querer ter, ver, sentir, tocar, olhar — porque vai doer!

— Vai doer muito? Sim!

Mas você é forte e vai conseguir! Então tente fechar os olhos e voltar a imaginar até que tudo fique concretizado — e juntos, você irá olhar para isso, reler e falar:

— Valeu a pena! Sim!

Então apenas me deixa entrar com minha arquitetura projetada, porque estamos fazendo um projeto juntos. Igual tecnologia — infraestrutura e arquitetura — e nós seremos o sistema rodando... You Found Me  The Fray

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