Carta-o.

Nos dias de hoje, que tudo parecia tão perfeito até; me pego numa fraqueza profunda. E dores insuportáveis no peito. Não tive nenhuma ideia do que seria essa dor, talvez à vontade compulsiva sobre o cigarro. Ela vinha e ia, sem mesmice. Ignorei essa dor por meses e meses. Até um dia eu não ter aguentado mais essa dor, resolvi procurar um Doutor e tais uns exames. Só fiz mesmo porque só queria apenas uns remédios e a dor iria passar e fim. Lembro o nome do Doutor que me atendeu. Doutor Gustavo. Ele me disse coisas estupefatas sobre o que era a minha dor no peito, coisas que para alguém não tão crescida, novo isso.
Disse ele que se eu não parasse com certos hábitos de vivência, alguns anos sobrariam para mim. Respeitei o Doutor, apertamos as mãos e um se cuida na saída. Ele receitou alguns medicamentos e tal, tais que procurei para tomá-los. 
Na partida de casa, em quaisquer lugar vem o pensamento: "alguns anos? Tudo o que me resta são alguns anos?" Parei, refleti por tempo essa mensagem. Tais perguntas me tomaram, "estamos aqui só de passagem", "não tenho nada para deixar, não sou ninguém".
Estive tentando maneirar em certos hábitos mas o X da questão; para quê?!
A vida é apenas um aprendizado, enfrentar muitas das coisas, ainda me tornaria alguém superior. Mas a morte não é apenas nada. Apenas traz dor para aqueles que têm amor. 
Não completei e nem quero completar uma vivência. Estou feliz pelas coisas que fiz, pela as pessoas que conheci. E não me arrependo das que eu não fiz.
Confesso que foi um baque entanto isso. Mas sei que nunca irei abandonar meus velhos hábitos. Uma canseira de ter deixado pessoas para trás.
Em um sonho terrível sim, mas o que temos de aproveitar os dias. Novidades virão, novidades ruins também virão.. A hostilidade das coisas e pessoas, são fúteis e normais para os mesmos. Talvez eu comece a praticar os passos das lembranças boas, e uma carta só sobrará. 

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