Tudo começou em 2020/2021 (acho), quando achei que conseguiria lidar com dois empregos, prestando serviço. Naquele momento, a empresa em que eu estava tinha pouca demanda, e eu precisava preencher o vazio — procurando prestar serviço para outra empresa. Claramente eu estava errado. Eu havia me esquecido de que já tinha passado por aquilo antes. O burnout e a pressão psicológica foram grandes. Enquanto uma empresa me deixava vazio, a outra me consumia ao extremo. Aceitei esse desafio pelo dinheiro. Precisava de caixa, do famoso “pé de meia”. Enganei-me novamente. Quanto mais eu ganhava, maior ficava o padrão de vida, e os planos de guardar dinheiro continuavam ali — vazios. Foi quando comecei a me sentir vazio, falho, e tudo o que já havia sentido voltou. Mas dessa vez foi diferente. Eu havia criado um plano perfeito. Uma nova personalidade. Um novo mundo. Um lugar onde não houvesse problemas, pensamentos ou responsabilidades. Apenas o Eu-Não-Pensante. O eu vazio. Mas eu não criei esse ...