O breve, esquecimento...


Poxa, como és cruel comigo?
O que fiz para merecer isto de ti?
Brincamos de beijar um ao outro
És a nossa bela brincadeira?
Francamente "perfeiticioso"
Com palavras que jamais vi
Em ti, por que gosta-se de mim?
Oras, te xingo, lhe tratei mal
Ao contrário de ti, só me deu o bem...

Poxa, imaginação ruim
Como tentar lutar contra natureza
Sentindo o perfume
Ao pé da letra, querida
Um dia está aí moça
Com tudo que há de bom
Querendo o resto do meu bombom
Fazendo bagunça em minha casa,
Agora perdi o rumo de minha casa...

Tu és apressada, querida
Me leve ao céu
Quero ver o senhor
E tocar a doce, sútil nuvem
Ver lhe tocar um som,
Deitando-me em um canto
Sem ti, sem sua voz
Apenas o seu som,
Doce som...
Pois quero dormir à noite toda
Sem ruídos, sem gritos
Apenas dormir quão tão delicados, anjos
Que és ti, querida...

Sente a velha sensação, novamente?
Pois é, eu a sinto,
Eu a toco
Me dói muito, em só pensamentos
O breve, não o meu breve,
O seu breve esquecimento, lento...
Como uma peninha caindo de um penhasco
Sem dor, só esquecimento que és...
O breve, o breve esquecimento.

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