Semelhante ao amor, lhe dei.
Já teve pensamentos idiotas, ciúmes por coisas bobas? Escrever sem parar, mas o sono comandando a sua mente a deletar, querendo fugir para o além? Correr mais rápido que um trem, talvez, pegar em seu cachorro e dizer que ele é bobo, e que a ama? Comer uma coisa, e falar: -Nossa, a melhor coisa da minha vida. Sentir-se estranho mesmo tendo bastante gente a sua volta para dar carinho, conforto? Juntando os pedaços do passado e tentar escrever uma história, mas resumir em 5 linhas, ficar sentando o dia todo esperando alguém especial entrar para ver se ela diga que a ama? Que seus dias são bons, quão não existisse mais nada que pudesse mudar isso? Sentar-se na grama, experimentar uma nova nota no violão, tentar cantar sem ao menos saber a letra, tentar rir de coisas legais, mas, morrendo de ciúmes por uma coisa tão boba, ficar a madrugada toda navegando na Internet, tentando achar algo que lhe anime, assistindo filmes que queria viver uma história símil, fazer caretas no espelho para rir de si mesmo? Beijar a sua própria mão, pensando que é o seu amor, o amor da sua vida, pular uma cadeira como se fosse Amarelinha, saber uma nova palavra na língua que você mais ama, receber críticas que lhe deixa mal, mas que um petisco, acaba com a dor, ler uma poesia e lembrar de algo que já passou, que sentiu, que tocou, que cheirou bem perto, o mais perto possível de se imaginar, de coçar a cabeça e pensar no porquê fizemos isso, e porquê eu não podia fazer diferente? Deitando, você tenta inventar uma coisa que ninguém jamais imaginaria que fosse por você, que, queria que tivesse um poupa-tempo, para evitar nexos, escrever várias, e várias caracteres sem sentindo, só apenas tentando se comunicar, ver uma foto e pensar como é bom, é bom, é lindo, é lindo, é magnífico, é magnífico, eu creio que isso existe, eu creio; que um dia vai existir tudo que sempre sonhou, que vai viver o amor do mais desejado, o mais invejado por seu arredor, mas a inveja sútil, não rude, não grossa, mas que sempre você irá saber que alguém a ama? O ama, flor...
